Alô alô, pessoal!
A música nova de hoje, "Der Metzgermeister", me obriga a parar e aprofundar um pouco antes que seja devidamente apresentada a vocês. Primeiro, porque se trata de um heavy metal, e segundo, porque se trata de uma história de terror; terror na vida real.
Sempre fui fã de heavy metal. Quando era adolescente, só ouvia bandas de heavy metal, era cabeludo, e compunha músicas no estilo. Foi um belo aprendizado, tentar compor num estilo dominado por músicos extremamente técnicos e dedicados.
Ocorre que os anos passam, a gente vai envelhecendo, conhecendo coisas novas, e a vida nos leva a outros caminhos. Por isso, não dediquei minha carreira musical ao heavy metal. No entanto, a paixão sempre permanece.
Quanto à música de hoje, esta foi escrita em 2006. Faz tempo...
A temática dela é o nosso querido Armin Meiwes, o "Metzgermeister" (Açougueiro Mestre). Ele foi o responsável por expor ao mundo uma situação que realmente nos faz crer que a vida é bem mais estranha que a ficção.
Na época em que escrevi a música, eu tinha acabado de assistir ao filme "O Albergue" no cinema, e isso me levou a procurar saber mais sobre o que tratava o filme.
Para meu espanto, descobri que a ideia inicial para o filme seria a produção de um documentário, sobre um esquema macabro que ocorre na Tailândia, onde membros de famílias extremamente pobres "doam" a sua vida e seus corpos a uma organização criminosa, em troca de uma quantia de dinheiro que possa sustentar seus entes. Pelo que pude averiguar, o diretor Eli Roth, com medo de acabar fazendo uma visita forçada ao "art show" tailandês, desistiu da ideia do documentário, e acabou fazendo um filme de ficção, com o mesmo mote, digamos assim.
A história dessa "organização" tailandesa retrata uma situação onde há consentimento da violência por ambas as partes; a vítima, por questão financeira.
Já no caso do Metzgermeister, a coisa é pior. Há consentimento por prazer. Trata-se de canibalismo, sendo que a pessoa que é devorada deseja e anseia pela coisa. O caso tomou notoriedade internacional, virou filme ("Rohtenburg"), música do Rammstein ("Mein Teil"), então, não irei descrever os acontecimentos aqui. Apenas ressalto que toda a ação de Meiwes e sua presa foi filmada, para que fosse comprovado o consentimento do ato; fato que quase o colocou em liberdade, por ausência de tipificação legal. Ressalto, também, que duas outras possíveis vítimas prestaram depoimento no julgamento, dizendo que queriam se tornar vítimas de Meiwes, mas que ele os rejeitou. É mole?
A birrazice desses casos de violência consentida nos leva a refletir sobre o quão maluca realmente é a mente humana.
Enfim, se liga na música!
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